Por que eu existo?
Eclesiastes 1.16-18
Com
certeza muitos de nós já paramos para pensar na finalidade da vida.
Entretanto, ainda que você nunca tenhamos analisado esse assunto como
filósofos, vivemos de acordo com certas formas de pensamento e nossas
atitudes revelam qual é a filosofia que seguimos. Sendo assim, nossas
atitudes mostram qual é o nosso pensamento sobre a finalidade da vida.
Por
exemplo, se alguém concentra todos os seus esforços nos estudos e tem a
meta de alcançar graus cada vez maiores dentro da academia, então a sua
filosofia diz que o estudo é a finalidade da sua vida. O mesmo podemos
dizer sobre pessoas que se dedicam dessa forma ao trabalho, ao prazer
ou às riquezas. Ainda que essas pessoas digam que a finalidade de suas
vidas é “conhecer a Deus e se alegrar dEle”, são as suas atitudes que
vão revelar se essa finalidade é verdadeira.
Essas são as
perguntas que o livro de Eclesiastes busca responder. E ele as responde
não teoricamente, mas a partir de experiências. Em cada etapa da vida,
ele busca viver de uma maneira e tenta se concentrar em um aspecto da
vida, verificando se aquele deve ser o seu objetivo último ou se aquela
maneira de viver irá lhe trazer algum proveito ou vantagem.
Eclesiastes 1.16-18
– ele estabelece como finalidade da vida a busca pelo conhecimento, e
busca saber o que é a sabedoria, o que é a loucura e o que é a
estultícia.
- Sabedoria (acadêmica): saber muitas coisas sobre
tudo o que existe: guerra, paz, política, economia, agricultura,
veículos, armas, medicina;
- Loucura: o agir daquele que está internado em clínicas psiquiátricas, comportamentos anormais;
- Estultícia: imprudência, inconseqüência em ações, egoísmo, escassez moral e espiritual.
Ao
final, ele reconhece que a busca pelo conhecimento não traz proveito.
Antes, se alguém tem como finalidade da vida o conhecimento, esse corre
atrás do vento, vivendo uma vida fútil e totalmente nula.
Eclasiastes 2.1-10
– ele estabelece como finalidade da vida a busca pelo prazer, e decidiu
não se negar de coisa alguma que os seus olhos desejassem. Ele se
entregou ao vinho (v.3) como fonte de prazer, além de bebidas, drogas e
tudo o mais que pode afetar o sistema nervoso. Ele se entregou ainda ao
trabalho (vv.4-6), à busca por riquezas (vv.7-8a) e à satisfação dos
sentidos (vv.8b) como fontes de prazer. No entanto, no versículo 11 ele
conclui que a busca pelo prazer é perda de tempo, é coisa fútil e
absurda.
Se alguém dedicar a sua vida para encontrar essas
coisas vai encontrar uma vida vazia, e que no final vai levar somente
ao desespero. Nada disso consegue trazer sustentação ou esperança à
vida.
No decorrer do livro de Eclesiastes o autor reflete
sobre o aprendizado com as experiências, compartilhando conosco
conclusões imediatas ao tempo de reflexão. Ao final, ele diz:
Eclesiastes 12.1
– “Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham
os maus dias, e cheguem os anos em que dirás: Não tenho prazer neles”.
Lembrar
significa não apenas uma ação mental, mas também implica em agir em
concordância com o pensamento. A finalidade da vida é, portanto, pensar
em Deus, estabelece-lo como o alvo da vida e agir para alcançar esse
alvo. Enquanto todas as demais buscas resultam em nada, essa busca
prepara a pessoa para encontrar-se definitivamente com Deus (Ec 12.7,14).
Artigo Extraído do site www.diantedotrono.com.br